Champagne e Borgonha são dois nomes que dispensam apresentação para quem ama vinho. Desde 2015, as duas regiões são Patrimônio Mundial da Unesco, e ficam a poucas horas de Paris. Juntas, formam uma das viagens de vinho mais especiais do mundo, com caves históricas, vilarejos de pedra e rótulos lendários.

Champagne: as catedrais subterrâneas de Reims
Reims fica a cerca de 45 minutos de Paris de trem rápido, saindo da Gare de l’Est. A cidade tem a catedral gótica onde eram coroados os reis da França e é sede de algumas das maisons mais famosas do mundo. Na colina de Saint-Nicaise, antigas pedreiras de giz viraram caves, com cerca de 57 km de galerias que guardam milhões de garrafas. Ali estão casas como Ruinart, a mais antiga maison de champagne, Veuve Clicquot, Pommery e Taittinger.
Épernay e a Avenue de Champagne
Em Épernay, a Avenue de Champagne tem cerca de 1,5 km de mansões das grandes maisons, e embaixo dela correm mais de 100 km de caves escavadas no giz. Os vinhedos de Hautvilliers, Aÿ e Mareuil-sur-Aÿ completam o cenário. Visitas com degustação, almoços entre vinhedos e passeios de bicicleta elétrica pelas colinas fazem parte da experiência.
Borgonha: o reino dos Grands Crus

Mais ao sul, a Borgonha é a terra dos climats, as pequenas parcelas de vinhedo reconhecidas pela Unesco. Na Côte de Nuits, predomina o Pinot Noir e estão alguns dos tintos mais cobiçados do planeta, em vilarejos como Gevrey-Chambertin e Vosne-Romanée. Na Côte de Beaune, o Pinot Noir divide espaço com o Chardonnay, que dá origem a brancos de nível mundial em vilas como Meursault e Puligny-Montrachet.
Beaune é a capital dos vinhos da Borgonha. No dia 15 de novembro de 2026, a cidade recebe a 166ª venda de vinhos dos Hospices de Beaune, um leilão beneficente organizado com a Sotheby’s, em um fim de semana de festas abertas ao público entre 13 e 15 de novembro.
Quando ir
A primavera e o outono são ótimas épocas, com clima agradável e menos movimento. A vindima acontece entre o fim de agosto e setembro, conforme o ano, e nos últimos anos tem começado cada vez mais cedo. Novembro tem o atrativo do leilão de Beaune, e dezembro traz o clima de festas, quando muita gente aproveita para comprar champagne direto das maisons.
Como montar a viagem
- Champagne: duas ou três noites em Reims ou Épernay, com visitas a maisons grandes e a pequenos produtores
- Borgonha: três ou quatro noites em Beaune, explorando a Côte de Nuits e a Côte de Beaune
- Combinado com Paris: a viagem pode começar ou terminar na capital, de trem
- Documentos: brasileiro não precisa de visto para turismo de até 90 dias e passa pelo controle de fronteira EES. A autorização ETIAS está prevista para o fim de 2026
Muitas das visitas mais interessantes, principalmente nos pequenos produtores da Borgonha, só acontecem com agendamento. Montamos o roteiro com as caves certas para o seu gosto, reservas nos restaurantes e motorista privativo para aproveitar as degustações. Antes de reservar, consulte seu agente de viagens.
Quer conhecer Champagne e a Borgonha?
Montamos o seu roteiro pelas grandes regiões de vinho da França, com visitas agendadas, hotéis charmosos e motorista privativo.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva de Paris até Champagne?
Reims fica a cerca de 45 minutos de Paris de trem rápido, saindo da Gare de l’Est.
Qual a melhor época para visitar Champagne e Borgonha?
Primavera e outono, com clima agradável. A vindima acontece entre o fim de agosto e setembro, e em novembro Beaune recebe o leilão dos Hospices.
Precisa agendar visitas às vinícolas?
Sim. Muitas maisons e produtores só recebem visitantes com agendamento, principalmente os pequenos produtores da Borgonha.
Informações atualizadas em 14 de outubro de 2026. Datas de eventos, regras de entrada e condições das visitas podem mudar sem aviso prévio.