Não é preciso atravessar o oceano para viver uma grande viagem de vinho. A poucas horas de voo do Brasil, Mendoza, na Argentina, e os vales vinícolas ao redor de Santiago, no Chile, reúnem vinícolas premiadas, restaurantes de alto nível e a Cordilheira dos Andes como cenário. É enoturismo de primeira, com fuso horário amigável e ótimo custo-benefício.

Mendoza: a capital do vinho argentino
Segundo o governo da província, Mendoza responde por cerca de 80% de todo o vinho produzido na Argentina. É a terra do Malbec, a uva que virou símbolo do país, cultivada em altitude com os Andes nevados ao fundo. A região se divide em zonas com perfis diferentes: Luján de Cuyo e Maipú, mais próximas da cidade, reúnem vinícolas tradicionais, e o Valle de Uco, mais alto e mais ao sul, concentra projetos modernos, arquitetura impressionante e alguns dos melhores restaurantes de vinícola da América do Sul.
Quando ir
A vindima acontece no fim do verão, e o ponto alto é a Fiesta Nacional de la Vendimia, no início de março, com desfiles e um grande espetáculo no teatro ao ar livre da cidade. O outono traz vinhedos dourados e temperaturas agradáveis, e o inverno tem a vantagem de combinar vinho com neve nas montanhas.

Chile: vinhos a poucos minutos de Santiago
No Chile, a viagem de vinho começa praticamente na capital. O Vale do Maipo, o mais próximo de Santiago, é conhecido pelos tintos de Cabernet Sauvignon. A caminho do litoral, o Vale de Casablanca foi a primeira região de clima frio do país e se destaca pelos brancos, como Sauvignon Blanc e Chardonnay. Mais ao sul, a cerca de duas horas e meia de Santiago, o Vale de Colchagua reúne vinícolas de tintos encorpados.
A uva-símbolo do Chile tem uma história curiosa: a Carménère foi dada como extinta na França e redescoberta em vinhedos chilenos, onde hoje produz vinhos únicos.
Como montar a viagem
- Mendoza: de quatro a cinco dias permitem visitar Luján de Cuyo e o Valle de Uco sem correria, com almoços harmonizados nas vinícolas
- Chile: Santiago serve de base para o Maipo e Casablanca em bate-voltas, e Colchagua merece pelo menos uma noite
- Combinado: dá para unir as duas regiões em uma viagem de uma semana a dez dias, com voo curto entre Santiago e Mendoza
- Voos: há voos diretos do Brasil para Santiago o ano todo e voos diretos sazonais para Mendoza em algumas temporadas
Documentos
O brasileiro entra na Argentina e no Chile sem visto, com RG em bom estado e emitido há menos de 10 anos ou com passaporte. A Argentina exige seguro saúde de viagem, e o Chile pede o preenchimento on-line da declaração do SAG, o serviço agrícola. Um cuidado importante para quem pretende trazer vinhos: respeite as cotas da Receita Federal na volta.
Montamos o roteiro com as vinícolas certas para o seu gosto, visitas e almoços reservados e motorista privativo, para que ninguém precise dirigir depois das degustações. Antes de reservar, consulte seu agente de viagens.
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Perguntas frequentes
Qual a melhor época para visitar Mendoza?
O fim do verão, na época da vindima, é a mais animada, com a Fiesta Nacional de la Vendimia no início de março. O outono também é ótimo, com vinhedos dourados e clima agradável.
Quais os vales de vinho mais próximos de Santiago?
O Vale do Maipo fica praticamente colado à capital. Casablanca está a caminho do litoral, e Colchagua fica a cerca de duas horas e meia de Santiago.
Brasileiro precisa de passaporte para Mendoza e Chile?
Não. É possível entrar com RG em bom estado e emitido há menos de 10 anos. A Argentina exige seguro saúde de viagem.
Informações atualizadas em 14 de outubro de 2026. Malha aérea, regras de entrada e cotas de bagagem podem mudar sem aviso prévio.