O Peru está no centro das atenções. Lima recebe em novembro de 2026 a cerimônia do The World’s 50 Best Restaurants, a primeira na América do Sul, e a LATAM anunciou voo direto de São Paulo para Cusco a partir de março de 2027. Machu Picchu continua sendo a estrela, mas o país vai muito além dela. Reunimos três formas de viver o Peru: pela trilha, a dois e pela mesa.

Machu Picchu: o que mudou na visita
A cidadela inca é visitada hoje por circuitos com horário marcado e limite diário de visitantes: até 5.600 pessoas por dia na alta temporada e 4.500 no restante do ano. Os ingressos são vendidos no site oficial do Ministério da Cultura do Peru e esgotam com antecedência nos meses mais procurados. Para estrangeiros, o documento aceito no ingresso é o passaporte.
Para os aventureiros: a Trilha Inca
A Trilha Inca clássica leva quatro dias por caminhos ancestrais e termina na Porta do Sol, com a primeira vista de Machu Picchu. As permissões são limitadas, cerca de 500 por dia, e costumam esgotar meses antes, principalmente de maio a setembro. A trilha fecha em fevereiro para manutenção.
Para os casais: Vale Sagrado e trem panorâmico

Para uma lua de mel, o Vale Sagrado dos Incas é a base perfeita: hotéis com charme de fazenda, as salinas de Maras, os terraços circulares de Moray e vilarejos andinos. De lá, trens panorâmicos levam a Machu Picchu, do Vistadome ao luxuoso Hiram Bingham, da Belmond. Começar pelo Vale, mais baixo que Cusco, ajuda na aclimatação.
Para quem viaja pela mesa: Lima e Arequipa

Lima é uma das capitais gastronômicas do mundo. O Maido, do chef Mitsuharu Tsumura, foi eleito o melhor restaurante do mundo em 2025, e o Central, de Virgilio Martínez e Pía León, ocupou o topo em 2023. O bairro boêmio de Barranco reúne restaurantes, galerias e bares. No Vale Sagrado, o Mil serve um menu de ingredientes andinos ao lado de Moray. Em Arequipa, a picantería, a cozinha tradicional da cidade, é Patrimônio Cultural da Nação, e o Mosteiro de Santa Catalina, de 1580, é uma verdadeira cidade dentro da cidade.
Altitude e melhor época
Cusco fica a mais de 3.300 metros de altitude. O recomendado é descansar no primeiro dia, beber bastante água, comer leve e evitar álcool. A estação seca na serra vai de maio a outubro, com o pico de turistas entre junho e agosto. De novembro a abril é época de chuvas, com paisagens mais verdes e menos movimento.
Documentos
O brasileiro pode entrar no Peru com passaporte válido ou com RG em bom estado e emitido há menos de 10 anos. A CNH não é aceita. Para visitar Machu Picchu, no entanto, leve o passaporte. A vacina contra a febre amarela não é exigida para entrar no país, mas é recomendada para quem vai às regiões de selva.
Ingressos com horário marcado, permissões limitadas, trens, altitude e hotéis em cidades diferentes: o Peru pede planejamento. Cuidamos dessa logística, com o roteiro no ritmo certo para a aclimatação e as reservas garantidas no tempo certo. Antes de reservar, consulte seu agente de viagens.
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Perguntas frequentes
Brasileiro precisa de passaporte para ir ao Peru?
Não necessariamente: é possível entrar com RG emitido há menos de 10 anos e em bom estado. Para entrar em Machu Picchu, porém, o documento aceito para estrangeiros é o passaporte.
Com quanto tempo de antecedência comprar o ingresso de Machu Picchu?
Na alta temporada, de junho a outubro, o ideal é comprar com vários meses de antecedência. As permissões da Trilha Inca esgotam ainda antes.
Qual a melhor época para ir a Machu Picchu?
A estação seca, de maio a outubro, tem os dias mais firmes. A Trilha Inca fecha em fevereiro para manutenção.
Informações atualizadas em 14 de outubro de 2026. Regras de ingresso, limites de visitantes e malha aérea podem mudar sem aviso prévio.