O maior deserto de sal do mundo ganhou um hotel à altura da paisagem. Aberto em 2026 na borda norte do Salar de Uyuni, na Bolívia, a Casa Gastón se apresenta como o primeiro hotel-museu de luxo do país. É a novidade que faltava para quem sonha com o salar, e uma ótima extensão para quem vai ao Atacama.

Um hotel que é a última obra de um artista
A Casa Gastón nasceu da visão de Gastón Ugalde, considerado o pai da arte contemporânea boliviana e apelidado de “Andy Warhol andino”. Ele morreu em 2023, e o projeto foi concluído pela família. O resultado é uma obra de arte habitável, construída em pedra vulcânica, com esculturas e peças do artista espalhadas pelos ambientes.
Localização: aos pés do vulcão Tunupa
O hotel fica em Jirira, a cerca de 3.740 metros de altitude, aos pés do vulcão Tunupa e com vista direta para o salar. A viagem até lá leva cerca de 1h30 de carro a partir de Uyuni, que tem voos diários vindos de La Paz.
Como é a hospedagem
São apenas dez suítes, todas voltadas para o salar, com terraços privativos e banheiras ao ar livre. O sistema é all inclusive, com refeições, bebidas locais e duas excursões por dia, e a estadia mínima é de duas noites. A cozinha tem a assinatura da chef boliviana Marsia Taha, eleita a melhor chef mulher da América Latina em 2024 pelo 50 Best, e a carta de vinhos é toda boliviana.
Entre as experiências estão a subida ao Tunupa, os campos de quinoa e lhamas, o nascer e o pôr do sol no salar, a observação de estrelas e a visita à Ilha Incahuasi, coberta de cactos gigantes.
Quando ir: espelho ou sal branco?
O Salar de Uyuni tem cerca de 10.500 km² e fica a uns 3.650 metros de altitude. Na época das chuvas, entre janeiro e março, uma fina lâmina de água transforma o salar em um espelho gigante, a imagem mais famosa do destino. No restante do ano, o chão seco forma hexágonos de sal até o horizonte. As duas épocas são bonitas, mas com chuva alguns caminhos mudam, e o hotel organiza rotas alternativas.
Como combinar com o Atacama

A travessia clássica entre Uyuni e San Pedro de Atacama, no Chile, leva três dias pela Reserva Eduardo Avaroa. No caminho estão a Laguna Colorada, com seus flamingos, os gêiseres Sol de Mañana, águas termais e a Laguna Verde, aos pés do vulcão Licancabur. É uma das paisagens mais impressionantes da América do Sul, mas chega a cerca de 4.950 metros. Por isso, o roteiro precisa de dias de aclimatação e um ritmo cuidadoso.
Documentos e saúde
- Documentos: o brasileiro entra na Bolívia sem visto, com passaporte ou RG em bom estado. Quem entra com RG recebe um comprovante de entrada que deve ser guardado até a saída
- Febre amarela: a Bolívia exige o Certificado Internacional de Vacinação de todos os viajantes que chegam do Brasil, com exceção de crianças com menos de 1 ano. A vacina deve ser tomada pelo menos 10 dias antes da viagem
- Declaração aduaneira: a Bolívia pede o preenchimento on-line da declaração aduaneira antes da chegada
- Altitude: descanse no primeiro dia, beba bastante água e converse com seu médico antes da viagem
Altitude, travessias por estradas remotas, fronteira entre dois países e um hotel com poucas suítes: essa é uma viagem para fazer com planejamento. Montamos o roteiro na ordem certa para a aclimatação e combinamos Uyuni com o Atacama no seu ritmo. Antes de reservar, consulte seu agente de viagens.
Quer conhecer o Salar de Uyuni?
Montamos o seu roteiro pela Bolívia e pelo Atacama, com a Casa Gastón, os voos, a travessia e os dias de aclimatação planejados com cuidado.
Perguntas frequentes
Quando o Salar de Uyuni fica como espelho?
Na época das chuvas, entre janeiro e março, quando uma lâmina de água cobre o salar. No restante do ano, ele fica seco e branco.
Brasileiro precisa de passaporte para ir à Bolívia?
Não. É possível entrar com RG em bom estado, sem visto. Guarde o comprovante de entrada até a saída do país.
Dá para ir do Salar de Uyuni ao Atacama?
Sim. A travessia clássica leva três dias pela Reserva Eduardo Avaroa, passando pela Laguna Colorada e pela Laguna Verde, até San Pedro de Atacama.
Informações atualizadas em 14 de outubro de 2026. Regras de entrada, exigências de vacina e condições das estradas podem mudar sem aviso prévio.