Tem país que cabe num abecedário inteiro, e o Brasil é um deles. De dunas com lagoas azuis a cidades barrocas, de rios cristalinos a vinícolas na serra, os destinos brasileiros dão conta de todas as letras (ou quase). Reunimos um “Brasil de A a Z” com um destino por letra, alguns bônus pelo caminho e as dicas de época e logística que fazem diferença na hora de montar a viagem.

A de Angra dos Reis (e de Amazônia)
No litoral sul do Rio de Janeiro, Angra é um mar de ilhas e enseadas calmas, perfeito para passar o dia de lancha pulando de praia em praia. Na mesma letra, a Amazônia é o oposto em escala: floresta, rios gigantes e hotéis de selva a partir de Manaus.
B de Bonito
No Mato Grosso do Sul, Bonito virou sinônimo de ecoturismo bem feito: flutuação em rios transparentes, grutas como a do Lago Azul e cachoeiras no meio do cerrado. Os passeios têm vagas controladas e são reservados com antecedência, então o roteiro precisa estar fechado antes da viagem.

C de Chapada Diamantina (e dos Veadeiros)
No coração da Bahia, a Chapada Diamantina reúne morros de topo plano, poços azuis, a Cachoeira da Fumaça e trilhas clássicas como o Vale do Pati. Em Goiás, a Chapada dos Veadeiros, perto de Alto Paraíso, é Patrimônio Natural da Unesco e encanta com cânions e cachoeiras do cerrado.

D de Delta do Parnaíba
Entre o Piauí e o Maranhão, o rio Parnaíba se abre em braços e dezenas de ilhas antes de chegar ao mar, formando o maior delta em mar aberto das Américas. O passeio de barco pelos manguezais termina com a revoada dos guarás no fim da tarde.
F de Fernando de Noronha (e de Foz do Iguaçu)
O arquipélago pernambucano, Patrimônio Natural da Unesco, tem algumas das praias mais bonitas do mundo e mergulho com tartarugas e golfinhos. A logística pede atenção: há a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), cobrada por dia de permanência, o ingresso do Parque Nacional Marinho e poucos voos diários, concentrados em Recife. Já no Paraná, as Cataratas de Foz do Iguaçu rendem uma das paisagens mais impressionantes do país.
G de Gramado
Na Serra Gaúcha, Gramado combina arquitetura de inspiração europeia, chocolate, fondue e clima frio. No fim do ano, o Natal Luz transforma a cidade num grande espetáculo; no inverno, o charme é o friozinho com lareira.
H de Holambra
No interior paulista, a cidade de colonização holandesa é a capital nacional das flores. O melhor momento é a Expoflora, entre o fim de agosto e setembro, com campos coloridos, chuva de pétalas e gastronomia típica.
I de Itacaré (e de Ilha Grande)
No sul da Bahia, Itacaré mistura praias de mata atlântica, ondas para surfe e um astral descontraído. O bônus é Ilha Grande, em Angra: sem carros, cheia de trilhas e praias como Lopes Mendes.
J de Jericoacoara (e de Jalapão)
No litoral oeste do Ceará, Jeri tem ruas de areia, lagoas de água morna, kitesurf e o pôr do sol na duna. Já o Jalapão, no Tocantins, é aventura pura: fervedouros onde você boia sem afundar, dunas douradas e cachoeiras. A melhor época é a seca, de maio a setembro, e o deslocamento é em 4×4 com motorista experiente.

L de Lençóis Maranhenses
O parque nacional no Maranhão é um deserto de dunas brancas salpicado de lagoas de chuva. Elas enchem no primeiro semestre e costumam estar no auge entre junho e agosto, com céu aberto; a partir de outubro, muitas secam. O acesso às dunas é feito em 4×4, a partir de Barreirinhas ou Santo Amaro.

M de Maragogi
No litoral norte de Alagoas, dentro da Costa dos Corais, Maragogi é famosa pelas piscinas naturais em alto-mar, as galés. O passeio depende da maré baixa, então vale planejar os dias com a tábua de marés.
N de Natal
A capital do Rio Grande do Norte é base para passeios de buggy pelas dunas de Genipabu, lagoas e praias como Pipa, ao sul. Sol garantido em quase todo o ano.
O de Ouro Preto
Em Minas Gerais, a antiga Vila Rica foi, em 1980, o primeiro bem cultural brasileiro inscrito como Patrimônio Mundial pela Unesco. Ladeiras de pedra, igrejas barrocas e obras de Aleijadinho fazem dela uma viagem no tempo, que combina bem com a comida mineira.

P de Paraty
No litoral fluminense, o centro histórico colonial convive com baías, ilhas e cachaçarias. Paraty e Ilha Grande dividem o título de Patrimônio Mundial da Unesco, o que facilita juntar os dois no mesmo roteiro.
R, S e T: Rio de Janeiro, Salvador e Trancoso
O Rio dispensa apresentação: Cristo Redentor, Pão de Açúcar e uma paisagem urbana reconhecida pela Unesco. Salvador encanta com o Pelourinho, a culinária baiana e a força da cultura afro-brasileira. E Trancoso, no sul da Bahia, é o refúgio charmoso do Quadrado, com pousadas de alto padrão e praias tranquilas.
U e V: Ubatuba e Vale dos Vinhedos
No litoral norte paulista, Ubatuba soma mais de uma centena de praias entre a serra e o mar. Para fechar com uma taça, o Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), foi a primeira Denominação de Origem de vinhos do Brasil; a época da vindima, no verão, é a mais animada para visitar as vinícolas.
Como combinar destinos brasileiros num mesmo roteiro
Muitas dessas letras ficam perto umas das outras. Jericoacoara, Delta do Parnaíba e Lençóis Maranhenses formam a chamada Rota das Emoções; Paraty, Ilha Grande e Angra cabem numa mesma semana; Gramado e o Vale dos Vinhedos se completam na serra gaúcha. O segredo está na ordem dos trechos, nos traslados e na época certa de cada lugar.
É aí que a gente entra: cuidamos dos voos disputados de Noronha e das taxas de entrada, reservamos os passeios de vagas limitadas em Bonito, encaixamos os Lençóis e o Jalapão na janela de lagoas cheias e tempo seco, com transporte 4×4 e guias locais, e escolhemos o hotel certo para cada etapa.
Qual letra do Brasil vai ser a sua próxima viagem?
Montamos o seu roteiro pelo Brasil combinando destinos, época certa, voos, traslados e passeios disputados, para você só aproveitar.
Perguntas frequentes
Qual a melhor época para conhecer os Lençóis Maranhenses?
As lagoas enchem com as chuvas do primeiro semestre e costumam estar mais cheias e com céu aberto entre junho e agosto. De outubro em diante muitas secam. Como as chuvas variam de ano para ano, vale confirmar perto da data.
Preciso pagar taxa para ir a Fernando de Noronha?
Sim. Todo visitante paga a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), cobrada por dia de permanência, e quem visita as praias do Parque Nacional Marinho paga também o ingresso do parque, válido por dez dias. Os valores são reajustados periodicamente.
Preciso de vacina para viajar pelo Brasil?
Não há exigência de documento para viajar dentro do país, mas o Ministério da Saúde recomenda a vacina contra febre amarela para toda a população a partir de 9 meses, tomada pelo menos 10 dias antes da viagem, especialmente para destinos de natureza. Confirme com o seu agente de viagens.
Quando ir ao Jalapão e como se locomover por lá?
A melhor época é a seca, de maio a setembro, com céu limpo e cachoeiras ainda cheias. As estradas são de areia e exigem veículo 4×4 com motorista experiente, por isso o ideal é ir com guia ou passeio organizado.
Informações atualizadas em 21 de outubro de 2026. Taxas, regras de acesso a parques e malha aérea podem mudar sem aviso prévio.