Brasil de A a Z: os destinos brasileiros mais encantadores
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Brasil de A a Z: os destinos brasileiros mais encantadores

William Pinheiro
William Pinheiro Especialista em viagens
28 out 2026
9 min de leitura
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Tem país que cabe num abecedário inteiro, e o Brasil é um deles. De dunas com lagoas azuis a cidades barrocas, de rios cristalinos a vinícolas na serra, os destinos brasileiros dão conta de todas as letras (ou quase). Reunimos um “Brasil de A a Z” com um destino por letra, alguns bônus pelo caminho e as dicas de época e logística que fazem diferença na hora de montar a viagem.

Morro Dois Irmãos e mar azul na Baía dos Porcos, em Fernando de Noronha
Foto: Ze Paulo / Unsplash

A de Angra dos Reis (e de Amazônia)

No litoral sul do Rio de Janeiro, Angra é um mar de ilhas e enseadas calmas, perfeito para passar o dia de lancha pulando de praia em praia. Na mesma letra, a Amazônia é o oposto em escala: floresta, rios gigantes e hotéis de selva a partir de Manaus.

B de Bonito

No Mato Grosso do Sul, Bonito virou sinônimo de ecoturismo bem feito: flutuação em rios transparentes, grutas como a do Lago Azul e cachoeiras no meio do cerrado. Os passeios têm vagas controladas e são reservados com antecedência, então o roteiro precisa estar fechado antes da viagem.

Água azul intensa no interior da Gruta do Lago Azul, em Bonito (MS)
Foto: Rafael Vianna Croffi / Unsplash

C de Chapada Diamantina (e dos Veadeiros)

No coração da Bahia, a Chapada Diamantina reúne morros de topo plano, poços azuis, a Cachoeira da Fumaça e trilhas clássicas como o Vale do Pati. Em Goiás, a Chapada dos Veadeiros, perto de Alto Paraíso, é Patrimônio Natural da Unesco e encanta com cânions e cachoeiras do cerrado.

Serras azuladas vistas de um mirante em Igatu, na Chapada Diamantina (BA)
Foto: Luiza Braun / Unsplash

D de Delta do Parnaíba

Entre o Piauí e o Maranhão, o rio Parnaíba se abre em braços e dezenas de ilhas antes de chegar ao mar, formando o maior delta em mar aberto das Américas. O passeio de barco pelos manguezais termina com a revoada dos guarás no fim da tarde.

F de Fernando de Noronha (e de Foz do Iguaçu)

O arquipélago pernambucano, Patrimônio Natural da Unesco, tem algumas das praias mais bonitas do mundo e mergulho com tartarugas e golfinhos. A logística pede atenção: há a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), cobrada por dia de permanência, o ingresso do Parque Nacional Marinho e poucos voos diários, concentrados em Recife. Já no Paraná, as Cataratas de Foz do Iguaçu rendem uma das paisagens mais impressionantes do país.

G de Gramado

Na Serra Gaúcha, Gramado combina arquitetura de inspiração europeia, chocolate, fondue e clima frio. No fim do ano, o Natal Luz transforma a cidade num grande espetáculo; no inverno, o charme é o friozinho com lareira.

H de Holambra

No interior paulista, a cidade de colonização holandesa é a capital nacional das flores. O melhor momento é a Expoflora, entre o fim de agosto e setembro, com campos coloridos, chuva de pétalas e gastronomia típica.

I de Itacaré (e de Ilha Grande)

No sul da Bahia, Itacaré mistura praias de mata atlântica, ondas para surfe e um astral descontraído. O bônus é Ilha Grande, em Angra: sem carros, cheia de trilhas e praias como Lopes Mendes.

J de Jericoacoara (e de Jalapão)

No litoral oeste do Ceará, Jeri tem ruas de areia, lagoas de água morna, kitesurf e o pôr do sol na duna. Já o Jalapão, no Tocantins, é aventura pura: fervedouros onde você boia sem afundar, dunas douradas e cachoeiras. A melhor época é a seca, de maio a setembro, e o deslocamento é em 4×4 com motorista experiente.

Pôr do sol sobre as dunas de Jericoacoara, no Ceará
Foto: Marcelo Dos Santos / Unsplash

L de Lençóis Maranhenses

O parque nacional no Maranhão é um deserto de dunas brancas salpicado de lagoas de chuva. Elas enchem no primeiro semestre e costumam estar no auge entre junho e agosto, com céu aberto; a partir de outubro, muitas secam. O acesso às dunas é feito em 4×4, a partir de Barreirinhas ou Santo Amaro.

Lagoa de água azul entre dunas brancas no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
Foto: Léo Castro / Unsplash

M de Maragogi

No litoral norte de Alagoas, dentro da Costa dos Corais, Maragogi é famosa pelas piscinas naturais em alto-mar, as galés. O passeio depende da maré baixa, então vale planejar os dias com a tábua de marés.

N de Natal

A capital do Rio Grande do Norte é base para passeios de buggy pelas dunas de Genipabu, lagoas e praias como Pipa, ao sul. Sol garantido em quase todo o ano.

O de Ouro Preto

Em Minas Gerais, a antiga Vila Rica foi, em 1980, o primeiro bem cultural brasileiro inscrito como Patrimônio Mundial pela Unesco. Ladeiras de pedra, igrejas barrocas e obras de Aleijadinho fazem dela uma viagem no tempo, que combina bem com a comida mineira.

Casario colonial e igreja entre morros no centro histórico de Ouro Preto (MG)
Foto: Tchelo Veiga / Unsplash

P de Paraty

No litoral fluminense, o centro histórico colonial convive com baías, ilhas e cachaçarias. Paraty e Ilha Grande dividem o título de Patrimônio Mundial da Unesco, o que facilita juntar os dois no mesmo roteiro.

R, S e T: Rio de Janeiro, Salvador e Trancoso

O Rio dispensa apresentação: Cristo Redentor, Pão de Açúcar e uma paisagem urbana reconhecida pela Unesco. Salvador encanta com o Pelourinho, a culinária baiana e a força da cultura afro-brasileira. E Trancoso, no sul da Bahia, é o refúgio charmoso do Quadrado, com pousadas de alto padrão e praias tranquilas.

U e V: Ubatuba e Vale dos Vinhedos

No litoral norte paulista, Ubatuba soma mais de uma centena de praias entre a serra e o mar. Para fechar com uma taça, o Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), foi a primeira Denominação de Origem de vinhos do Brasil; a época da vindima, no verão, é a mais animada para visitar as vinícolas.

Como combinar destinos brasileiros num mesmo roteiro

Muitas dessas letras ficam perto umas das outras. Jericoacoara, Delta do Parnaíba e Lençóis Maranhenses formam a chamada Rota das Emoções; Paraty, Ilha Grande e Angra cabem numa mesma semana; Gramado e o Vale dos Vinhedos se completam na serra gaúcha. O segredo está na ordem dos trechos, nos traslados e na época certa de cada lugar.

É aí que a gente entra: cuidamos dos voos disputados de Noronha e das taxas de entrada, reservamos os passeios de vagas limitadas em Bonito, encaixamos os Lençóis e o Jalapão na janela de lagoas cheias e tempo seco, com transporte 4×4 e guias locais, e escolhemos o hotel certo para cada etapa.

Qual letra do Brasil vai ser a sua próxima viagem?

Montamos o seu roteiro pelo Brasil combinando destinos, época certa, voos, traslados e passeios disputados, para você só aproveitar.

Perguntas frequentes

Qual a melhor época para conhecer os Lençóis Maranhenses?

As lagoas enchem com as chuvas do primeiro semestre e costumam estar mais cheias e com céu aberto entre junho e agosto. De outubro em diante muitas secam. Como as chuvas variam de ano para ano, vale confirmar perto da data.

Preciso pagar taxa para ir a Fernando de Noronha?

Sim. Todo visitante paga a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), cobrada por dia de permanência, e quem visita as praias do Parque Nacional Marinho paga também o ingresso do parque, válido por dez dias. Os valores são reajustados periodicamente.

Preciso de vacina para viajar pelo Brasil?

Não há exigência de documento para viajar dentro do país, mas o Ministério da Saúde recomenda a vacina contra febre amarela para toda a população a partir de 9 meses, tomada pelo menos 10 dias antes da viagem, especialmente para destinos de natureza. Confirme com o seu agente de viagens.

Quando ir ao Jalapão e como se locomover por lá?

A melhor época é a seca, de maio a setembro, com céu limpo e cachoeiras ainda cheias. As estradas são de areia e exigem veículo 4×4 com motorista experiente, por isso o ideal é ir com guia ou passeio organizado.

Informações atualizadas em 21 de outubro de 2026. Taxas, regras de acesso a parques e malha aérea podem mudar sem aviso prévio.

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William Pinheiro

William Pinheiro

Especialista em viagens

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