Viagem para a China: o que o brasileiro precisa saber
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Viagem para a China: o que o brasileiro precisa saber

William Pinheiro
William Pinheiro Especialista em viagens
13 out 2026
8 min de leitura
16 visualizações

Brasileiro pode entrar na China sem visto por até 30 dias, a turismo ou a negócios, até 31 de dezembro de 2026. A mudança tirou da frente a etapa mais burocrática da viagem e colocou a China na lista de quem antes nem considerava o destino. Mas a facilidade na imigração esconde um choque que pega muita gente de surpresa: lá, o celular que você usa no Brasil simplesmente não funciona do mesmo jeito.

Neste artigo, mostramos o que mudou para o viajante brasileiro, o que exige preparo antes do embarque e por que a China virou um dos destinos mais procurados por empresários.

Sem visto, mas não sem regras

A China incluiu o Brasil na sua política de isenção unilateral de visto em 2025 e, pouco depois, prorrogou o benefício. A regra vale para turismo, negócios, visita a familiares e amigos ou trânsito, sem passar por consulado, formulário ou taxa.

Isso não significa chegar de mãos vazias. A imigração chinesa pode pedir comprovantes no desembarque, como passagem de saída do país e reserva de hospedagem, e o passaporte precisa ter validade folgada. Para estadias mais longas, trabalho ou estudo, o visto continua sendo obrigatório.

Visitantes na Cidade Proibida, em Pequim
Cidade Proibida, Pequim. Foto: Ling Tang / Unsplash

O cartão de chegada ficou digital

Outra novidade recente é o cartão de chegada online. Desde novembro de 2025, estrangeiros podem enviar os dados de entrada antes mesmo de embarcar, pelos canais oficiais da imigração chinesa, e chegar ao aeroporto com essa etapa resolvida. O serviço é gratuito, e vale o alerta: já surgiram sites que cobram pelo preenchimento, o que não é necessário.

Quem não conseguir fazer pela internet ainda pode preencher o cartão no próprio aeroporto. Ainda assim, chegar com isso pronto depois de um voo de mais de 24 horas faz diferença.

A Grande Muralha da China serpenteando pelas montanhas
Grande Muralha da China. Foto: William Olivieri / Unsplash

Internet: o detalhe que mais surpreende

WhatsApp, Instagram, Google e Gmail não abrem em uma conexão chinesa comum. Para quem trabalha pelo celular, mantém contato com a família ou depende do mapa para circular, esse é o ponto que mais exige planejamento. A saída costuma ser viajar com um chip ou eSIM internacional, que funciona fora dessas restrições, ou com uma VPN contratada e testada ainda no Brasil.

A decisão precisa ser tomada antes do embarque. Depois de pousar, baixar aplicativos ou receber códigos de verificação fica bem mais complicado.

Pessoas caminhando por uma rua movimentada entre prédios altos na China
Rua movimentada em cidade chinesa. Foto: Julia Fiander / Unsplash

Um país que paga quase tudo pelo celular

Na China, dinheiro em espécie virou exceção e o cartão de crédito tradicional é pouco aceito. Do café ao táxi, quase tudo se paga com QR code, pelo Alipay ou pelo WeChat Pay. A boa notícia é que os dois aplicativos já aceitam cartões internacionais, o que permite ao turista pagar como um morador local.

O WeChat, aliás, vai além do pagamento, pois é por ele que hotéis, restaurantes e guias costumam se comunicar com o cliente. Por isso, ele acaba sendo tão indispensável quanto o passaporte.

Nanjing Road, em Xangai, iluminada à noite com letreiros de neon e movimento de pedestres
Nanjing Road, Xangai. Foto: Hyunwon Jang / Unsplash

Deslocamentos: mais fáceis do que parecem

Para circular pelas cidades, o DiDi faz o papel do Uber e aceita o destino em inglês. Para se orientar, aplicativos como Amap e Apple Maps são mais confiáveis que o Google Maps no país. Entre cidades, a malha de trens de alta velocidade é um espetáculo à parte: viagens como Pequim–Xangai, de cerca de 1.200 km, levam poucas horas, saindo do centro e chegando ao centro.

Uma dica simples que evita dor de cabeça: tenha sempre o endereço do hotel escrito em chinês para mostrar ao motorista.

Trem de alta velocidade chinês nos trilhos durante o dia
Trem-bala chinês. Foto: Shan Lu / Unsplash

Comer bem e se comunicar

A gastronomia é um capítulo à parte e muda muito de uma região para outra. Para escolher onde comer, os próprios chineses recorrem a plataformas de avaliação como Dianping e RedNote, e os aplicativos de delivery entregam praticamente tudo. Na comunicação, os tradutores por câmera resolvem cardápios, placas e conversas rápidas com surpreendente eficiência.

Lanternas de papel laranja acesas à noite em uma rua da China
Lanternas à noite. Foto: Elvir K / Unsplash

Por que a China entrou na rota dos empresários brasileiros

Com a isenção de visto valendo também para negócios, ficou mais simples visitar fornecedores, conhecer polos industriais e participar de feiras internacionais. Para muitos empresários, a viagem deixou de ser um projeto distante e passou a ser uma agenda estratégica: entender de perto a escala, a tecnologia e a velocidade de um dos maiores mercados do mundo.

O maior símbolo desse movimento é a Canton Fair, em Guangzhou. Realizada desde 1957, com uma edição na primavera e outra no outono, é a maior feira comercial da China. Na edição de abril de 2026, reuniu mais de 32 mil expositores em 1,55 milhão de metros quadrados, com mais de 4,65 milhões de produtos e mais de 210 mil compradores estrangeiros pré-registrados. Entre as novidades estavam pavilhões dedicados a vestíveis inteligentes, drones e casas pré-fabricadas.

A inovação vai além da feira. Em 2025, a China entrou pela primeira vez no top 10 do Índice Global de Inovação da OMPI, e o polo Shenzhen–Hong Kong–Guangzhou foi apontado como o principal cluster de ciência e tecnologia do mundo. O país também instalou 295 mil robôs industriais em 2024, mais da metade do total mundial, segundo a Federação Internacional de Robótica (IFR).

Para o empresário, o ganho é prático: negociar direto com fabricantes e rever custos de compra, ver de perto processos de automação e logística que podem ser adaptados à própria operação e voltar com ideias de produtos, varejo digital e atendimento que ainda estão chegando ao Brasil.

É uma experiência que rende mais quando é feita em boa companhia e com logística resolvida, do aéreo aos encontros de negócios. Saiba mais sobre o que sua empresa ganha com uma missão empresarial internacional.

Skyline de Xangai brilhando à noite, centro financeiro da China
Xangai, centro financeiro da China. Foto: 鱼 鱼 / Unsplash

Vá à China com um grupo de empresários em abril de 2027

Em abril de 2027, levaremos um grupo de empresários brasileiros para a China, com toda a logística organizada e suporte do embarque ao retorno. As vagas são limitadas. Fale com a nossa equipe para receber os detalhes.

Perguntas frequentes sobre viagem para a China

Brasileiro precisa de visto para ir à China?

Não para viagens de até 30 dias por entrada, seja a turismo, negócios ou para visitar familiares e amigos. A isenção vale até 31 de dezembro de 2026. Estadias mais longas, trabalho e estudo continuam exigindo visto.

O cartão de chegada da China é pago?

Não. O cartão de chegada é gratuito e pode ser enviado online, pelos canais oficiais da imigração chinesa, antes do embarque. Sites que cobram pelo serviço não são oficiais.

WhatsApp e Instagram funcionam na China?

Não em uma conexão chinesa comum. Quem quer manter WhatsApp, Instagram e Google precisa sair do Brasil com um chip ou eSIM internacional, ou com uma VPN já instalada e testada.

Dá para pagar com cartão de crédito brasileiro na China?

Poucos lugares aceitam o cartão diretamente. O comum é cadastrar o cartão internacional no Alipay ou no WeChat Pay e pagar por QR code, inclusive em lojas pequenas e táxis.

Qual aplicativo substitui o Uber na China?

O DiDi, que funciona em inglês e pode ser usado dentro do Alipay. Para mapas, Amap e Apple Maps costumam ser mais precisos que o Google Maps no país.

Informações atualizadas em 13 de outubro de 2026. As regras de imigração podem mudar sem aviso prévio.

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William Pinheiro

William Pinheiro

Especialista em viagens

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